“Eis que chega a hora – e ela chegou – em que vos dispersareis, cada um para seu lado, e me deixareis sozinho. Mas eu não estou só, porque o Pai está comigo. Eu vos disse tais coisas para terdes paz em mim. No mundo tereis tribulações, mas tende coragem: eu venci o mundo!” (cf. Jo 16, 32-33). Tempo maior que este não há.
Jesus foi morto, sepultado, e com a graça de Deus, ressuscitado para que possamos ressuscitar com Ele.
Celebramos juntos, um tempo que marca o início de uma nova luta. Uma luta no qual somos encorajados a viver por sermos amados por Deus. O encorajamento que Jesus dá para cada um de nós é, muitas vezes, a chave de nossa perseverança. O Senhor sabe o quanto somos necessitados desse encorajamento, por sermos fracos e por conhecer as nossas limitações. Ele sabe que ao longo do caminho cairemos, pensaremos em desistir. Mesmo sabendo da nossa limitação nos convida a continuar, a perseverar, a sermos firmes. Não podemos desistir da nossa salvação por mais que ela pareça estar distante. Devemos confiar, pois Ele é por nós! A coragem deve nos impulsionar a viver no Senhor sem temer as armadilhas desse mundo que a todo o momento procurará nos derrubar, denunciar nosso pecado para que sejamos escândalo para as pessoas, para que a Igreja perca sua credibilidade, para que não se acredite mais em seu testemunho.
E foi pelo pecado de cada um que Cristo sofreu no Calvário.
Certa vez, em homilia na minha Paróquia, o Padre disse que Jesus não havia sofrido no caminho do Calvário pelas dores físicas daquele sacrifício, mas sim por todos os pecados da humanidade que recaíram sobre seus ombros, naquela cruz. Cristo viu e sentiu o peso do pecado de cada um de nós. O Padre fez-nos imaginar um Sacerdote que atende confissões, que os pecados que ele "ouve" são daquelas poucas pessoas que vão até a reconciliação com Deus e sua infinita Misericórdia. E depois, fez-nos imaginar o Cristo que sofreu a agonia do Calvário pelos pecados de toda a humanidade. E o peso nesse caso era infinitamente maior.
Ser Cristão implica em muitas coisas, mas a princípio deixar ser amado por Cristo. E ser amado por Cristo é tão importante quanto amar a Cristo. “O meu amado é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios.” Cânticos 2:16
Deus deseja que o seu Amor esteja no patamar de todas as coisas. E para que possamos encontrar esse Amor, devemos ser humildes e deixarmos sermos amados por Ele.
“Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, tu lavas-me os pés a mim? Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois. Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu te não lavar, não tens parte comigo. Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não só os meus pés, mas também as mãos e a cabeça. Disse-lhe Jesus: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. Ora vós estais limpos, mas não todos. Porque bem sabia ele quem o havia de trair; por isso disse: Nem todos estais limpos.”João 13:5-11
Muitas vezes, em nossa humanidade, é difícil, assim como foi para Pedro, encontrar a humildade de deixar ser amado de forma tão singela. Esse trecho do Evangelho retrata muito bem que buscar a humildade é uma virtude que o próprio Deus nos ensina. Deixemos, portanto, que Jesus nos ensine a sermos humildes.
“Jesus manso e humilde de coração, fazei de nossos corações semelhantes ao Vosso!”
Paz e Bem!
Pax et Bonum!
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