Esse texto foi feito por mim há algum tempo atrás quando fazia um curso e uma das atividades era montar uma crônica. Espero que gostem...
" Confesso que nunca parei para pensar nos problemas que o mundo tem e colocá-los em uma folha, numa simples crônica. Não que eu tenha um olhar vago ou vazio das coisas ao meu redor, mas é que são tantos os problemas que não conseguiria colocá-los conforme suas devidas importâncias, se é que isso existe: a importância devida a um problema neste mundo em que vivemos!
Importância? Claro que todos têm importância relativa e, talvez, eu inicie pelo mero fato daquele incidente no Jardim do Éden. Mas o que podemos fazer se quando a fome surge, a melhor forma em fazê-la desaparecer é matá-la?
Falando em matar, penso nas pessoas que matam por dinheiro e ainda outras que se matam por falta dele. Ou então aqueles que se “matam” de tanto trabalhar e ganhar uma mixaria no final do mês, enquanto outros gozam do tanto que ganham por tão pouco merecimento.
Você pode ter concordado quanto eu disse em matar a fome, mas agora pense naqueles que se quer têm essa oportunidade.
E pensar ainda em quantos de nós reclamamos dos nossos pequenos problemas cotidianos. Desculpe-me desvalorizar o seu problema, se achar que fiz isso o chamando de pequeno. Mas talvez você o considere maior que o caso daquelas pobres crianças do Sudão.
Mas ainda são tantos os problemas! E porque ficarmos pensando nos problemas do mundo se estes são do mundo? Simplesmente do mundo! E não seus?
Em fim. Então devemos resolver os nossos próprios problemas e aqueles que estão mais próximos? Quem sabe sim. Se tivermos uma régua para medir a distância dos problemas e concluir que aquele tal não é seu, e sim do seu amigo, se é que podemos dizer amigo.
Talvez os nossos problemas possam ser resolvidos com paciência, sabedoria e muito jogo de cintura, como algumas pessoas podem dizer. E aí, com os nossos problemas resolvidos, teremos cabeça para pensar em resolver os dos outros.
Dizer que os nossos problemas estarão resolvidos para sempre é ser ignorante consigo mesmo, pois sempre tem algo que encontramos para fazer daquilo um problema.
Realmente eu não tenho respostas para nenhuma dessas perguntas. Aliás, quem sou eu para dar lição de moral a alguém? Muito menos a você que está lendo isso que escrevi, pois penso que você discorde de mim. E faça isso, até por que não podemos sair concordando com tudo que ouvimos.
Mas temos que concordar que a vida é única (ao menos que você acredite em reencarnação) e independente do que aconteça, aprendemos com o mundo que nós recriamos a cada dia. Um mundo gigante que se faz a nossa volta e o nosso próprio mundo interior, o nosso eu, que muitas vezes não entendemos ou ficamos em dúvida. Ficamos pensativos em o que estamos fazendo aqui, para que servimos e para onde vamos.
Ser duvidoso de si mesmo é difícil. Consideramos isso uma crise existencial do ser humano, o único ser racional que habita a terra, e que por esse motivo, sendo um construtor de pensamentos, acaba criando barreira consigo mesmo. Acabamos criando barreiras com as coisas mais simples, que é o espetáculo da vida, e sempre buscamos respostas em coisas que não encontramos respostas que esperávamos.
Seria melhor então trabalharmos nosso próprio eu, mesmo parecendo difícil, para depois, querer tentar mudar algo ao nosso redor. E para isso, para essa mudança temos que ter fé, ter fé de que as coisas irão melhorar em nós e ao nosso redor.... e saber que podemos ser autores dessa mudança faz as coisas serem diferentes, pois nós mesmos somos protagonistas de nossas próprias histórias "
Do not forget to God, because He does not forget you ///
Não se esqueça de Deus, porque Ele não se esquece de você ///